Será que seu amor é falso ou verdadeiro?

Encontrar o homem que vai realizar os seus desejos e não precisar de mais ninguém além dele. O laboratório de fantasias românticas de NOVA adverte: essa busca pode não passar de ilusão. Antes de abrir os braços para qualquer um e se machucar, saiba diferenciar um romance promissor de um pirateado. E acerte o alvo!

Texto Dora Moraes / Foto Wadley
Será que seu amor é falso ou verdadeiro?

Você já deve ter ouvido uma história popular que fala de uma moça que desejava intensamente viver uma paixão e que, por isso, deixou este bilhete num local fácil de ser descoberto: “a quem encontrar: eu te amo”. Será que este é o caminho do amor verdadeiro?

Trilha errada, sinto dizer isso a você. São iniciativas excitantes, criativas, realmente irresistíveis, mas baseadas em ilusões. Aliás, muito parecidas com o que acontece bem debaixo do seu nariz, só que de maneira sutil. Há quem jure, por exemplo, amor eterno a alguém que nunca viu ao vivo, apenas pela internet. Ou fique loucamente apaixonada por um gato que conheceu na rave do último fim de semana e mal recebeu dele duas palavras. Na verdade, para quem anseia desesperadamente pelo amor, tanto faz o homem que encontra o bilhete — o primeiro da fila vira o seu Romeu. E esse é um grande erro. “Quantas vezes ouvimos de uma amiga a descrição do novo namorado como lindo, simpático e inteligente, e ao sermos apresentadas levamos o maior choque?”, pondera a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins, autora de A Cama na Varanda (Best Seller). É mesmo essa grande vontade de ter alguém do lado que muitas vezes conduz ao engano.

Talvez você tenha entrado em algumas roubadas, por também desejar um amor para chamar de seu, e agora quer ter certeza de que encontrará o homem certo. O primeiro passo é entender que paixão e amor romântico são sentimentos distintos do verdadeiro, embora freqüentemente confundidos. A principal característica do primeiro é a urgência; de tão poderosa, pode fazê-la ignorar as obrigações cotidianas, optar por escolhas radicais e muitas vezes penosas. Quem nunca ouviu falar em uma amiga que, de tão apaixonada, faltou ao trabalho, largou o emprego ou até abandonou a família só para ficar ao lado de um suposto príncipe encantado? Aliás, vários estudos já mostraram que esse comportamento é desencadeado por uma reação química no cérebro. E, quanto mais complicada for a história, mais intensa fica a paixão, pois certa dificuldade a torna parecida com o que a gente vê no cinema e sonha acordada.

Já o amor romântico, mesmo sendo poético, não é construído com alguém de carne e osso, e sim com base na imagem que idealiza para ele. Provoca em você a ilusão de um amor verdadeiro porque traz belas roupagens e repete imagens que absorveu desde criança, talvez até assistindo às novelas, lendo um livro bonito. Não por acaso, se diz por aí que ele acaba junto com a lua-de-mel. E, por desejar tanto vivê-lo, às vezes você não enxerga o óbvio: que o outro não é bem o parceiro ideal ou tem outros objetivos muito diferentes dos seus. Por exemplo: já reparou quantos casais famosos se separam de repente, mesmo depois de aparecerem nas fotos como dois pombinhos? Na certa, eles também acreditavam se tratar de amor. Só que, em determinado momento, o romance idealizado deu lugar à vida real.


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