Dossiê da escova progressiva: como ter o cabelo liso sem correr perigo

Aquele balanço em vez de tufos de cabelo na mão, brilho no lugar do look palha, couro cabeludo sadio e não queimado... As leitoras pediram e NOVA foi investigar o que faz uma escova progressiva dar certo e outra errado. E mais: alertamos que substâncias proibidas, como o formol e o terrível glutaral, estão sendo usadas e podem detonar seu visual e sua saúde. Garota, não se deixe enrolar!

Texto Sandra Hirata, Clara Dias e Estela Galizia / Foto Mari Queiroz
Dossiê da escova progressiva: como ter o cabelo liso sem correr perigo

Escova progressiva de açúcar, marroquina, de chocolate, inteligente, light... Quem não sente vontade de experimentar? A promessa de um cabelo liso de comercial de xampu, à la Jennifer Aniston ou Cleo Pires, logo ao acordar, seduz qualquer uma de nós... Ainda mais quando a tarefa de se arrumar de manhã ou para uma festa mais parece novela mexicana. Veja o que dizem nossas entrevistadas, loucas para fazer as pazes na frente do espelho:

"Tenho cabelo crespo e acordo descabelada. Antes mesmo de acender a luz, procuro uma presilha e prendo tudo; caso contrário, posso tomar um susto ao me olhar no espelho." — Monalisa Alevato, 21 anos, assistente financeira

"O único jeito de domar minha juba é lavar todos os dias." — Jennifer Lima, 21 anos, assistente de vendas

"Quando quero dar cara nova aos fios, preciso acordar uma hora mais cedo para fazer chapinha. Já estou cansada disso." — Carolina Shimoki, 24 anos, assistente administrativa

Com tantas mulheres querendo dar um ponto final à guerra contra os fios rebeldes, era de esperar que explodissem no Brasil as ofertas de tipos de escova, e contabilizamos mais de 40 variações sobre o mesmo tema. Algumas com nomes inimagináveis, como mostramos no quadro abaixo. O acesso à técnica cresceu para o bem e... para o mal. Quem nunca ouviu falar de uma amiga que experimentou e acabou quase careca? Foi o que aconteceu com uma paciente do médico tricologista Luciano Barsanti, do Instituto do Cabelo, em São Paulo. "Ela ganhou falhas violentas na cabeça depois de fazer uma progressiva. Na fórmula havia glutaral, substância tóxica que pode provocar de queda e queimaduras a pneumonia química (pois a inalação causa lesões graves no pulmão). Infelizmente, a moça não sabia que esse veneno, também chamado de glutaraldeído, é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em concentrações superiores a 0,1%. "Recebemos denúncias e estamos investigando seu uso indevido com o objetivo de alisar o cabelo, principalmente em salões do Rio de Janeiro", revela Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa. Ela conta que até na indústria há quem burle a lei e inclua o glutaral em alisante sem permissão. E quem for pego praticando esse crime considerado hediondo pode ser preso, sem direito a fiança. Não é para menos, concorda?


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