O estranho ímã do homem casado

A aliança na mão esquerda não deixa dúvida: ocupado. Mas o que deveria funcionar como um pisca alerta dizendo "fim da linha, trânsito impedido", para muitas mulheres torna a paquera (e a possibilidade de um relacionamento) ainda mais instigante. Afinal, que traiçoeira força é essa que nos impele em direção ao perigo? NOVA foi investigar.

Edição Daniela Folloni / Texto Livia Valim / Foto NC (HMI)
O estranho ímã do homem casado

CENA 1: Toda poderosa na balada com uma amiga

— Estou saindo com um gato. Cheio de charme, bom de pegada... o máximo!
— Uau! Vai virar namoro? - pergunta a amiga.
— Ah, nada sério. Não vou me envolver. Ele é casado. Vamos para a pista!

Três meses depois

CENA 2: Toda esperançosa no shopping com a amiga

— Nem te conto. Estou apaixonada. Ele vai largar tudo para ficar comigo.
— Jura?!?
— Só está esperando a mulher arrumar um emprego para dar a notícia. Olha que lingerie linda essa da vitrine! Vou estrear hoje.

Seis meses depois

CENA 3: Toda abatida no café com a amiga

— Encostei o homem na parede. Disse para se decidir. Ou ela ou eu.
— E aí?
— A mulher dele está grávida... Me pediu paciência... Garçom, um petit gateau... duplo, por favor.

Um ano depois

CENA 4: Toda arrasada no celular

— Ele não vai largar a mulher.
— Mas e aquela paixão?
— Pois é... Cansei de esperar. Acabou!

A história da moça que sofre pelo cara comprometido é um clássico. Claro que há casos em que ninguém sai ferido. Também acontece, sim, de a paixão clandestina vencer a oficial. A pergunta que não quer calar, porém, é: por que uma mulher solteira, que poderia escolher entre tantos pretendentes, embarca numa relação cheia de complicações, disputa e chances evidentes de se machucar? A explicação: há mais mistério e fascínio em um homem que pertence a outra do que supõe nossa vã filosofia. Mas NOVA tirou isso a limpo. Leia o depoimento destas mulheres, acompanhe a análise da psicóloga Carmen Cerqueira César, do Instituto Paulo Gaudencio e... identifique-se, se for capaz.


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