Os riscos das consultas com o Dr. Google

Ele abre o consultório a qualquer hora, entende tudo sobre qualquer problema, não cobra a visita, tampouco os retornos... Mas confiar só nele pode deixá-la doente. Cuidado para não se tornar uma cibercondríaca.

Texto Daniela Venerando/Lauren Smelcher / Foto Stockbyte (Getty Images)
Os riscos das consultas com o Dr. Google

Teve uma dor de cabeça daquelas? Se der um Google, vai descobrir que pode tanto ser stress quanto vista cansada, enxaqueca... Até um tumor cerebral. Bem-vinda à era da informação fácil. A internet ajuda você a encontrar o caminho para casa. E anda sendo usada também para autodiagnosticar problemas de saúde. Ok, ok. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Por isso, é difícil resistir à infinita quantidade de sites sobre o assunto na rede. Segundo uma pesquisa desenvolvida pela estudiosa Wilma Madeira, da USP, esse é um dos temas mais procurados na internet. Ela conta que 83% dos 116 participantes (52% eram mulheres entre 18 e 60 anos de todo o Brasil) procuram informações médicas e 85% voltam a fazer pesquisas online depois de visitar o doutor em carne e osso. Segundo Wilma, não é que os pacientes duvidem dos médicos. Mas as consultas estão cada vez mais rápidas e alguns têm vergonha de perguntar até esclarecer todas as dúvidas. E é aí que entra a internet. Está tudo lá. A preocupação dos especialistas é que a prática leve ao autodiagnóstico e à automedicação. "Conhecer melhor a doença é importante", diz o neurologista Abram Topczewski. "O perigo está em se acomodar com os dados da internet e não procurar um especialista. Ou entrar em pânico sem motivo real." NOVA decidiu colocar a rede e os médicos frente a frente em cinco questões de saúde. Veja o resultado!


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