Solte a voz contra o Assédio Moral

Texto Dagmar Serpa / Foto Sergio De Divitiis

Há esperanças

Para não deixar chegar ao ponto do que conta Mariana, abra o olho já na primeira vez. Se a agressão verbal se repetir, converse com o autor, de preferência acompanhada de um colega. Vale dizer, de forma objetiva e calma, que se sentiu ofendida e pedir explicação. Não resolveu? Recolha provas. Guarde e-mails ofensivos, anote tudo sobre cada ocorrência: dia e hora, o que foi dito e quem presenciou. Daí, faça uma carta em duas vias relatando o caso e mande para a ouvidoria da empresa, o RH ou o superior do assediador. Fique com uma cópia assinada, comprovando o recebimento. Atualmente, é mais provável que os executivos a levem a sério e afastem do grupo o opressor. Até porque há mais consciência nas organizações. “Elas sabem que podem ser penalizadas e ter de pagar indenizações, a produtividade baixa e há o risco de perder talentos”, diz Heloani.

O covarde tem costas quentes dentro da empresa e a corda partiu para o lado mais fraco? O jeito é denunciar no sindicato de sua categoria ou na Delegacia ou Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego (veja os endereços no Brasil no site www.assediomoral.org). Uma mesa de reconciliação será convocada para que você permaneça no emprego e o Assedio cesse. Sem acordo, será preciso entrar com um processo na Justiça. É essencial não se isolar, além de conversar com amigos, família e, se for o caso, procurar apoio psicológico. É que a barra pode ser pesada para segurar sozinha — e calada.


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