Na ânsia louca de perder os quilos extras, muitas mulheres estão usando antidepressivo como emagrecedor. Pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em conjunto com a Vigilância Sanitária em Santo André (SP), constatou que em 13 farmácias de manipulação e 27 drogarias dessa cidade a maior parte das receitas à base de fluoxetina foi pedida com o objetivo de emagrecer. Das 16 124 receitas aviadas, 9 259 tinham essa substância, e muitas ainda levavam outros medicamentos, como ansiolíticos, anoréticos e anfetamínicos. O dr. Ricardo Moreno alerta: Antidepressivo não emagrece. A maior parte engorda”. A nutricionista Alessandra C., de 37 anos, sentiu na pele. Ela engordou 15 quilos após a gravidez e queria se livrar rapidamente do excesso. “Falei para meu ginecologista que precisava emagrecer e ele receitou fluoxetina”, diz Alessandra, que até enxugou 5 quilos, mas logo depois voltou a engordar. “O antidepressivo tirou a minha ansiedade, mas não me levou a mudanças reais de comportamento”, lembra. A boa forma só voltou com exercício físico e reeducação alimentar, o que ela, aliás, receita diariamente às pacientes. “A vontade de querer tudo rápido faz com que não enxerguemos o óbvio”, conclui.
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